29 Junho

 

3_Encontro

 


3º Encontro


Especialistas abordaram temas que suscitam dúvidas

A reunião contou com apresentações de diversos especialistas, com a troca de experiências, contadas na primeira pessoa, com um espaço de discussão onde os presentes colocaram todas as suas questões e, por fim, com a actuação das Tunas da FMUP. O terceiro encontro da ADL pretendeu dar a conhecer todos os passos necessários até chegar ao transplante, desde a informação e esclarecimento do doente e familiares, obtenção do consentimento informado, internamento do doente, introdução de cateter venoso central, quimioterapia de condicionamento, assim como o transplante propriamente dito não esquecendo as complicações e cuidados no pós transplante imediato e após a alta.
Apesar de no Hospital de São João se efectuar apenas transplantes autólogos, em que dador é o próprio doente, o encontro teve também um espaço para o transplante alogéneo, isto é, a partir de um dador, que apesar de bem mais complexo, é constituído por etapas semelhantes. Foram abordadas vários aspectos da transplantação nas leucemias, linfomas, mielomas, síndromes mielodisplásicas: objectivos do transplante, tipos de transplante, indicações e timings mais adequados, fontes de stem-cells (células estaminais pluripotentes) – medula óssea, sangue periférico e do cordão umbilical, complicações imediatas e tardias, impacto do transplante na vida diária do doente. Por outro lado, o quase abandono da transplantação na leucemia mieloide crónica devido aos muito bons resultados obtidos com inibidores da tirosinacinase: imatinib, dasatinib, nilotinib entre outros, vem reforçar a noção de que a adesão à terapêutica é de extrema importância, dependendo desta uma maior qualidade de vida para o doente oncológico.

Portugal faz cerca de 300 transplantes em cada 10 milhões de habitantes/ano

De acordo com os dados da European Bone Marrow Transplantation são efectuados em Portugal 300 transplantes por cada 10 milhões de habitantes / ano. Os resultados indicam ainda que destes , cerca de 200 são autólogos, ou seja, o dador é o próprio doente, sendo que os 100 restantes são alogéneos, isto é , o dador, na maioria das vezes, irmão/irmã do doente. Estes números colocam Portugal em último lugar entre os países da Europa Ocidental. Desta forma, é necessário mobilizar esforços no sentido de optimizar meios e recursos para aumentar o número de transplantes e consequentemente as possibilidades de cura dos doentes hemato-oncológicos.

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